quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

20 Melhores Celulares de 2012





















domingo, 4 de novembro de 2012

Estudantes se destacam na Semana Nacional de Ciência e tecnologia

Os estudantes de escolas públicas e privadas conquistaram espaços de prestígios com suas experiências e descobertas durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que ocorre até domingo (21) em todo país. Em Brasília, uma série de práticas científicas desenvolvidas pelos alunos pode ser vista nas áreas de sustentabilidade, economia verde e erradicação da pobreza, no ExpoBrasília, no Parque da Cidade. Pela primeira vez, alunos da Educação para Jovens e Adultos (EJA) do Centro Educacional 6 de Ceilândia, cidade localizada a 26 quilômetros de Brasília, expõem formas alternativas de produção de energia. 

O estudante Sebastião Mendes, de 60 anos, não escondia a emoção de mostrar ao público suas descobertas científicas. ''A maior moeda de troca do homem é o conhecimento. Eu me sinto muito orgulhoso de poder estar aqui apresentando o trabalho junto com os colegas. Isso aqui é uma porta para o conhecimento'', disse Mendes, que voltou a estudar aos 56 anos e faz planos para o ensino superior. 

Os alunos do 4º ano da Escola Classe 55 de Ceilândia, por exemplo, apresentaram o separador de material reciclável. O projeto foi desenvolvido por três meses em sala de aula durante as discussões sobre reciclagem. A estudante Isabela Autino, de 10 anos, é uma das mais entusiasmadas com o projeto. "É uma esteira que tem três detectores: um para plástico, outro para vidro e o terceiro para metal. 

Quando a gente coloca essas coisas aqui na esteira, o sensor aciona a alavanca que empurra o material para um cesto específico", disse a menina, que sugere que o projeto seja adotado pelas cooperativas de coleta de material reciclável. "Com o equipamento, os coletores não correriam o perigo de se cortar e facilitaria o trabalho", acrescentou. 

No Colégio Adventista Milton Afonso, a preocupação dos estudantes é com o uso racional da água. Os alunos da escola montaram uma estrutura voltada pela economia da água e energia. Uma das maquetes construídas pelos estudantes do 3ª ano do Ensino Médio mostra como uma casa pode reaproveitar a água da chuva, por meio de calhas e um reservatório. 

O estudante João Oliveira, de 14 anos, contou que todos os projetos foram desenvolvidos no clube de ciências da escola. "Trabalhamos para essa apresentação ao longo do ano, pensando em poder participar da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Fico muito feliz em poder contribuir e ajudar outros estudantes que estão aqui visitando", disse.

sábado, 3 de novembro de 2012

Irmãs siamesas britânicas separadas ao nascer evoluem bem

Uma britânica mãe de gêmeas siamesas descreveu sua alegria após a realização de uma operação bem-sucedida para separá-las. Rosie e Ruby Formosa nasceram unidas pelo abdome e compartilhavam parte do intestino. As gêmeas, de apenas 12 semanas de idade, foram operadas no Great Ormond Street Hospital, de Londres, um dia após terem nascido, em 27 de julho. 

A mãe das crianças, Angela Formosa, do sudeste de Londres, relata que elas já estão ganhando peso e começando a sorrir, após terem sido submetidas à cirurgia de emergência. 

Chocada e triste 

"Realizei um ultrassom no início da gravidez que mostrou que as gêmeas estavam muito próximas uma da outra, então realizei outro ultrassom, feito quando estava entre 16 e 20 semanas da gravidez. O exame revelou que elas estavam unidas. 

Não sabia o que pensar. Fiquei chocada e triste", afirma. "Não sabíamos o que esperar até o nascimento delas. Os médicos não sabiam dizer por que órgãos do corpo elas estavam conectadas. Os médicos decidiram forçar um parto prematuro após 34 semanas da gravidez", comenta Angela. 

A equipe comandada pelo pediatra Agostino Pierro realizou a cirurgia separando-as pelo abdome, na altura do cordão umbilical. "Elas tiveram de ser submetidas a uma cirurgia de emergência, devido a um bloqueio no intestino", relata Pierro. "Estamos felizes com a operação. As bebês precisarão de tratamento no futuro, mas esperamos que elas possam levar vidas felizes e normais", diz o médico. 

Siameses 

Gêmeos coligados, siameses ou xifópagos são gêmeos idênticos formados a partir do mesmo zigoto, mas como o óvulo acaba não se dividindo por completo, eles nascem conectados por uma parte do corpo ou com uma parte do corpo comum aos dois. 

A frequência de nascimento de gêmeos siameses é de um para cada 75 mil nascimentos em geral ou 1% dos nascimentos de gêmeos monozigóticos. Gêmeos siameses tendem a ser unidos por uma região específica do corpo. 

Os casos mais frequentes são pelo tórax (70%), o osso sacro (18%), a região pélvica (6%) ou a cabeça (2%). Cirurgias para separar gêmeos coligados costumam envolver riscos de vida para ambos os irmãos e podem ser altamente complexas, dependendo do ponto de ligação dos gêmeos e de quais os órgãos internos que eles compartilham. 

Entre as recentes cirurgias de sucesso estão a das americanas Angelica e Angelina Sabuco, em 2011. As irmãs estavam unidas pelo tórax e foram separadas após meses de intensa preparação. Em 1987, o médico Ben Carson entrou para a história da medicina ao ser o primeiro cirurgião mundial a separar duas gêmeas coligadas pelo crânio.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Com brasileiro entre vencedores, concurso premia fotos de animais

Uma imagem que retrata um grupo de pinguins imperadores se preparando para passar por um buraco no gelo deu ao canadense Paul Nicklen o prêmio de melhor fotógrafo de vida selvagem do ano no concurso Veolia Environment Wildlife Photographer of the Year. O concurso está em sua 48ª edição e é organizado pelo Museu de História Natural de Londres e pela revista BBC Wildlife. 

As melhores fotos serão expostas no Museu de História Natural de Londres a partir desta sexta-feira até março. Para captar a imagem, o canadense teve de enfrentar o frio extremo da Antártida e uma ameaça de ataque de focas. 

Ele esperou a passagem dos pinguins submerso e imóvel nas águas congelantes e respirando com o auxílio de um snorkel. Sua imagem recebeu o primeiro prêmio na categoria Mundos Subaquáticos e o título geral. "Os pinguins estavam voltando do alto-mar", contou Nicklen. "Eles estavam no mar por três semanas, estavam com suas barrigas cheias e trazendo comida para seus filhotes. 

Eles estavam prestes a subir para o gelo", disse. "Eu estava submerso, com minhas pernas presas debaixo d''água, e os pinguins passavam por mim, pelas minhas mãos, pelas minhas costas. Incrível", comentou. Ele disse ter tirado mais de 50 mil fotos ao longo de três semanas para capturar a imagem vencedora. 

Entre os premiados em outras categorias do concurso, está o brasileiro Luciano Candisani, que venceu na categoria Comportamento: Animais de Sangue-Frio com uma foto de um jacaré de tocaia nas águas rasas e turvas do Pantanal.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Registro em lago japonês pode ajudar a datar extinção de neandertal

Uma nova série de medições de radiocarbono do Lago Suigetsu, no Japão, dará aos cientistas uma referência mais precisa sobre a datação de materiais, especialmente para objetos mais antigos, informa a equipe de pesquisa, que inclui a Unidade de Acelerador de Radiocarbono da Universidade de Oxford. O trabalho pode ser usado para refinar as estimativas da idade de materiais orgânicos em milhares de anos. Com isso, os arqueólogos devem ser capazes de identificar com mais precisão a data de extinção dos neandertais ou da disseminação dos humanos modernos na Europa, por exemplo. 

Um artigo publicado na edição desta quinta-feira da Science, da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), explica que os cientistas extraíram núcleos de camadas de sedimento preservadas, contendo material orgânico - como folhas de árvores e galhos fósseis - do fundo do lago, onde eles permaneceram por milhares de anos. As descobertas fornecem uma maneira mais precisa para examinar as idades radiocarbono para materiais orgânicos entre 11 mil e 53 mil anos. Além dos exemplos já citados, o estudo também pode ajudar os cientistas a compreenderem a cadeia de eventos que levaram ao avanço e recuo das placas de gelo durante o último período glacial. 

No Lago Suigetsu, uma camada de algas finas e de cor clara chamadas diatomáceas cobre o chão a cada ano, seguida por uma camada de sedimentos escuros. O fundo do lago é quieto e sem oxigênio, o que significa que essas camadas permaneceram intactas por anos. Uma série de núcleos perfurados através dessas camadas fornece um registro preservado dos últimos 52,8 mil anos. 

Além da Unidade de Acelerador de Radiocarbono de Oxford, que conta com o professor Christopher Ramsey, o aluno de doutorado Richard Staff e a química Fiona Brock, trabalharam no estudo outros laboratórios de radiocarbono na Escócia e na Holanda. A pesquisa é parte de uma equipe internacional maior, liderada pelo professor Takeshi Nakagawa, da Universidade de Newcastle. "Em suma, esta é uma realização de um sonho japonês de mais de 20 anos", afirmou Nakagawa. O radiocarbono, ou C-14, é um isótopo radioativo do carbono que ocorre naturalmente e que se decompõe a uma taxa constante. 

Assim, os cientistas podem calcular a idade de um objeto com base em quanto radiocarbono ele contém em relação ao primo estável do carbono, C-12. O radiocarbono é produzido continuamente na atmosfera, sendo incorporado por todos os organismos vivos. No entanto, a complicação no cálculo é a quantidade inicial de radiocarbono no ambiente, absorvida pelos organismos enquanto eles crescem, que varia de ano para ano e entre diferentes partes do ciclo global do carbono. 

O radiocarbono nos fósseis de folhas preservados nos sedimentos do Lago Suigetsu vem diretamente da atmosfera e, assim, não é afetado pelo processo que pode mudar os níveis de radiocarbono em sedimentos marinhos, por exemplo. Os núcleos no local fornecem, então, dados mais precisos, que não precisam ser corrigidos - o que agiliza o processo de datação. Os núcleos são únicos: eles mostram camadas de sedimentos para cada ano, o que permite que os cientistas uma forma de contagem anual. Essas contagens são comparadas com mais de 800 datações de radiocarbono dos fósseis de folha preservados. 

O único outro registro direto de carbono atmosférico vem dos anéis das árvores, mas regride a apenas 12.593 anos atrás. No Lago Suigetsu, se estende a mais de 52,8 mil anos, aumentando o registro direto em mais de 40 mil anos. "Na maioria dos casos, os níveis de radiocarbono deduzidos de registros marinhos e outros não têm dado muito errado. 

No entanto, ter um registro realmente terrestre dá uma melhor resolução e confiança neste modo de datação", disse Ramsey. "Também permite que nós olhemos para as diferenças entre a atmosfera e os oceanos e estudemos as implicações para nossa compreensão do ambiente marinho como parte do ciclo global do carbono", acrescenta. Para construir um registro de radiocarbono do lago japonês, Ramsey e seus colegas mediram os níveis em fragmentos de plantas espaçadas ao longo do núcleo. 

A equipe também contou as camadas claras e escuras ao longo do período glacial para colocar as medições em uma linha de tempo. Muitas das camadas eram muito finas para serem distinguidas a olho nu, então os pesquisadores usaram um microscópio e um método chamado de fluorescência de raios-X, que identifica alterações químicas no núcleo. 

Um registro da mudança ano após ano dos níveis de radiocarbono na atmosfera, como os encontrados no núcleo do sedimento, deve ser "ancorado" no tempo, atribuindo uma idade absoluta a uma parte dele. Os cientistas fizeram isso combinando os primeiros 12,2 mil anos de seus registros com dados de anéis de árvores, um registro bem estabelecido que começa no presente. 

A equipe também alinhou segmentos de seus dados com os de outros registros dos mesmos períodos de tempo e descobriu que, geralmente, eles se correspondiam. "Esse registro não vai resultar em grandes revisões de datas, mas por exemplo, em arqueologia pré-histórica, haverá pequenas mudanças na cronologia na ordem de centenas de anos", disse Ramsey. 

"Essas mudanças podem ser bastante significativas quando você está tentando examinar respostas humanas a mudanças climáticas, que são geralmente datadas por outros métodos, como, por exemplo, através da contagem das camadas de gelo dos núcleos de gelo da Groelândia." Geralmente, os pesquisadores usam um registro composto chamado IntCal para determinar as idades de objetos, baseados em suas medições de radiocarbono. 

Esse registro usa dados de múltiplas fontes, incluindo registros marinhos, estalagmites e estalactites e anéis de árvore. Espera-se que os dados do Suigetsu sejam incorporados ao IntCal.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Pesquisadores descobrem origem de tumores no cérebro

Um estudo publicado na revista Science sugere que o glioblastoma multiforme, tipo de tumor no cérebro mais comum e agressivo, pode surgir de células cerebrais maduras que se reverteram a um estado não modificado. 

Os resultados podem auxiliar no tratamento destes tumores, já que, segundo o artigo, qualquer célula tumoral deixada para trás em uma cirurgia ou quimioterapia teria o potencial de "renascer" o tumor. Estudos antigos sugerem que a maioria dos tumores cresceram de células-tronco neurais não modificadas. 

A equipe da pesquisadora Dinorah Friedmann-Morvinski mostra em ratos que células neurais maduras e modificadas podem ser transformadas por genes causadores de câncer. Os genes ativaram outras mudanças genéticas que enviam as células maduras de volta a um estado semelhante ao de uma célula-tronco não modificada. 

De acordo com os cientistas, essas células podem iniciar e manter o crescimento do tumor. No estudo, os pesquisadores mostram que gliomas (tipo de tumor que se inicia no cérebro ou na coluna vertebral) podem se originar de células modificadas no sistema nervoso central (CNS, na sigla em inglês), incluindo neurônios corticais. A transferência de material genético de uma célula para outra no CNS em ratos pode ajudar no crescimento de gliomas malignos. 

Análises revelaram que tumores de células astrócitas e de origem neural combinam com o subtipo de gliobastoma multiforme. "Propomos que as células modificadas no sistema nervoso central sob diferentes alterações genéticas passem por uma modificação para gerar um estado de células-tronco neurais ou de progenitoras para iniciar e manter o progresso do tumor, assim como aumentar a população heterogênea observada em gliomas malignos", afirmam os pesquisadores.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Estudo: aquecimento foi causa direta de extinções no Triássico

Um estudo divulgado nesta quinta-feira indica que o aquecimento global foi um agente direto para extinções no início do Triássico, entre 252 milhões e 247 milhões de anos atrás. Ao analisar isótopos de oxigênio, os pesquisadores afirmam ter descoberto que a temperatura em regiões equatoriais chegou a níveis letais, principalmente nos oceanos, onde devastou algas e fez com que a maioria dos peixes e répteis marinhos (ictiossauros) fugissem para regiões mais frias. 

A pesquisa, afirmam os cientistas, indica que as mudanças climáticas podem ser um agente direto de extinções, e não apenas indireto, e que a velocidade do atual aquecimento do planeta é compatível com a do período. 

O trabalho foi divulgado na revista especializada Science, da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês) de sexta-feira. No final do Permiano ocorre aquela que talvez tenha sido a maior extinção em massa que já ocorreu. A teoria mais aceita para esta extinção é a que põe a culpa nas chamadas armadilhas siberianas, grandes erupções vulcânicas que liberaram gases tóxicos e de efeito estufa, que fizeram o planeta sufocar. 

O problema no período era a anóxia, a falta de oxigênio, e a acidificação na água. No início do período posterior, o Triássico, há uma falta de formação de carvão (constituído por restos de seres vivos), o que indica que ocorreu grande extinção na época também. Agora, pesquisadores da China e da Europa fizeram uma medição da temperatura no início do Triássico e descobriram que o calor pode ter sido tão intenso que matou diretamente muitas espécies. 

A temperatura durante a extinção em massa do permiano ficou em média em 30°C nos mares. Contudo, as armadilhas siberianas podem ter continuado a ejetar gases de efeito estufa na atmosfera, o que fez com que os 5 milhões de anos seguintes, o início do Triássico, fossem ainda mais quentes. 

A água, afirmam os cientistas, chegou a incríveis 40°C - para se ter ideia, hoje a temperatura média na superfície oceânica varia entre 25°C e 30°C. Algas podem ter morrido diretamente por não conseguir fazer fotossíntese. Além disso, acima de 35°C, animais marinhos não conseguem oxigênio suficiente - e quanto maior e mais ativo o animal, mais oxigênio ele vai precisar. Só sobreviveram seres muito pequenos, que suportaram o calor. 

Os demais foram "jogados" para regiões mais frias, próximas dos polos. Os pesquisadores explicam que, para descobrir as mudanças de temperatura no período, estudaram a relação de isótopos de oxigênio, que mudam com a temperatura, em registros fósseis. "Esse índice é uma flutuação entre as temperaturas e a razão isotópica de oxigênio da água salgada. Podemos então calcular a temperatura da época com uma equação", explica ao Terra Yadong Sun, das universidades de Geociências da China e de Leeds (Reino Unido). 

Contudo, Sun afirma que no Permiano, mesmo que a temperatura não tenha sido tão extrema, ela contribuiu para a extinção em massa. "Nós dizemos que um aumento de temperatura coincide com a extinção em massa do fim do permiano. Mas isso não necessariamente sugere que o aquecimento foi a causa principal (...) nós dizemos que a temperatura aumentou rapidamente, mas chegou a apenas por volta de 30°C no final do Permiano. 

Nós sugerimos que 'fatores sinergéticos, como o aumento da anóxia, podem ter um papel importante na extinção marinha'". Em um artigo separado da revista, David J. Bottjer, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), não envolvido no estudo, afirma que esse tipo de pesquisa ajuda a entender as consequências do aquecimento pelo qual passamos. 

Ele afirma que nos próximos 100 anos a Terra pode ter um "clima estufa". "O oceano do futuro não vai apenas ser mais quente, mas mais ácido e vai ter grandes zonas com oxigênio reduzido", diz. Essa crise, afirmam os autores do estudo, pode servir de alerta ao mundo, já que, segundo Sun, "a velocidade do aquecimento atrop

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