quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

20 Melhores Celulares de 2012





















domingo, 4 de novembro de 2012

Estudantes se destacam na Semana Nacional de Ciência e tecnologia

Os estudantes de escolas públicas e privadas conquistaram espaços de prestígios com suas experiências e descobertas durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que ocorre até domingo (21) em todo país. Em Brasília, uma série de práticas científicas desenvolvidas pelos alunos pode ser vista nas áreas de sustentabilidade, economia verde e erradicação da pobreza, no ExpoBrasília, no Parque da Cidade. Pela primeira vez, alunos da Educação para Jovens e Adultos (EJA) do Centro Educacional 6 de Ceilândia, cidade localizada a 26 quilômetros de Brasília, expõem formas alternativas de produção de energia. 

O estudante Sebastião Mendes, de 60 anos, não escondia a emoção de mostrar ao público suas descobertas científicas. ''A maior moeda de troca do homem é o conhecimento. Eu me sinto muito orgulhoso de poder estar aqui apresentando o trabalho junto com os colegas. Isso aqui é uma porta para o conhecimento'', disse Mendes, que voltou a estudar aos 56 anos e faz planos para o ensino superior. 

Os alunos do 4º ano da Escola Classe 55 de Ceilândia, por exemplo, apresentaram o separador de material reciclável. O projeto foi desenvolvido por três meses em sala de aula durante as discussões sobre reciclagem. A estudante Isabela Autino, de 10 anos, é uma das mais entusiasmadas com o projeto. "É uma esteira que tem três detectores: um para plástico, outro para vidro e o terceiro para metal. 

Quando a gente coloca essas coisas aqui na esteira, o sensor aciona a alavanca que empurra o material para um cesto específico", disse a menina, que sugere que o projeto seja adotado pelas cooperativas de coleta de material reciclável. "Com o equipamento, os coletores não correriam o perigo de se cortar e facilitaria o trabalho", acrescentou. 

No Colégio Adventista Milton Afonso, a preocupação dos estudantes é com o uso racional da água. Os alunos da escola montaram uma estrutura voltada pela economia da água e energia. Uma das maquetes construídas pelos estudantes do 3ª ano do Ensino Médio mostra como uma casa pode reaproveitar a água da chuva, por meio de calhas e um reservatório. 

O estudante João Oliveira, de 14 anos, contou que todos os projetos foram desenvolvidos no clube de ciências da escola. "Trabalhamos para essa apresentação ao longo do ano, pensando em poder participar da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Fico muito feliz em poder contribuir e ajudar outros estudantes que estão aqui visitando", disse.

sábado, 3 de novembro de 2012

Irmãs siamesas britânicas separadas ao nascer evoluem bem

Uma britânica mãe de gêmeas siamesas descreveu sua alegria após a realização de uma operação bem-sucedida para separá-las. Rosie e Ruby Formosa nasceram unidas pelo abdome e compartilhavam parte do intestino. As gêmeas, de apenas 12 semanas de idade, foram operadas no Great Ormond Street Hospital, de Londres, um dia após terem nascido, em 27 de julho. 

A mãe das crianças, Angela Formosa, do sudeste de Londres, relata que elas já estão ganhando peso e começando a sorrir, após terem sido submetidas à cirurgia de emergência. 

Chocada e triste 

"Realizei um ultrassom no início da gravidez que mostrou que as gêmeas estavam muito próximas uma da outra, então realizei outro ultrassom, feito quando estava entre 16 e 20 semanas da gravidez. O exame revelou que elas estavam unidas. 

Não sabia o que pensar. Fiquei chocada e triste", afirma. "Não sabíamos o que esperar até o nascimento delas. Os médicos não sabiam dizer por que órgãos do corpo elas estavam conectadas. Os médicos decidiram forçar um parto prematuro após 34 semanas da gravidez", comenta Angela. 

A equipe comandada pelo pediatra Agostino Pierro realizou a cirurgia separando-as pelo abdome, na altura do cordão umbilical. "Elas tiveram de ser submetidas a uma cirurgia de emergência, devido a um bloqueio no intestino", relata Pierro. "Estamos felizes com a operação. As bebês precisarão de tratamento no futuro, mas esperamos que elas possam levar vidas felizes e normais", diz o médico. 

Siameses 

Gêmeos coligados, siameses ou xifópagos são gêmeos idênticos formados a partir do mesmo zigoto, mas como o óvulo acaba não se dividindo por completo, eles nascem conectados por uma parte do corpo ou com uma parte do corpo comum aos dois. 

A frequência de nascimento de gêmeos siameses é de um para cada 75 mil nascimentos em geral ou 1% dos nascimentos de gêmeos monozigóticos. Gêmeos siameses tendem a ser unidos por uma região específica do corpo. 

Os casos mais frequentes são pelo tórax (70%), o osso sacro (18%), a região pélvica (6%) ou a cabeça (2%). Cirurgias para separar gêmeos coligados costumam envolver riscos de vida para ambos os irmãos e podem ser altamente complexas, dependendo do ponto de ligação dos gêmeos e de quais os órgãos internos que eles compartilham. 

Entre as recentes cirurgias de sucesso estão a das americanas Angelica e Angelina Sabuco, em 2011. As irmãs estavam unidas pelo tórax e foram separadas após meses de intensa preparação. Em 1987, o médico Ben Carson entrou para a história da medicina ao ser o primeiro cirurgião mundial a separar duas gêmeas coligadas pelo crânio.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Com brasileiro entre vencedores, concurso premia fotos de animais

Uma imagem que retrata um grupo de pinguins imperadores se preparando para passar por um buraco no gelo deu ao canadense Paul Nicklen o prêmio de melhor fotógrafo de vida selvagem do ano no concurso Veolia Environment Wildlife Photographer of the Year. O concurso está em sua 48ª edição e é organizado pelo Museu de História Natural de Londres e pela revista BBC Wildlife. 

As melhores fotos serão expostas no Museu de História Natural de Londres a partir desta sexta-feira até março. Para captar a imagem, o canadense teve de enfrentar o frio extremo da Antártida e uma ameaça de ataque de focas. 

Ele esperou a passagem dos pinguins submerso e imóvel nas águas congelantes e respirando com o auxílio de um snorkel. Sua imagem recebeu o primeiro prêmio na categoria Mundos Subaquáticos e o título geral. "Os pinguins estavam voltando do alto-mar", contou Nicklen. "Eles estavam no mar por três semanas, estavam com suas barrigas cheias e trazendo comida para seus filhotes. 

Eles estavam prestes a subir para o gelo", disse. "Eu estava submerso, com minhas pernas presas debaixo d''água, e os pinguins passavam por mim, pelas minhas mãos, pelas minhas costas. Incrível", comentou. Ele disse ter tirado mais de 50 mil fotos ao longo de três semanas para capturar a imagem vencedora. 

Entre os premiados em outras categorias do concurso, está o brasileiro Luciano Candisani, que venceu na categoria Comportamento: Animais de Sangue-Frio com uma foto de um jacaré de tocaia nas águas rasas e turvas do Pantanal.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Registro em lago japonês pode ajudar a datar extinção de neandertal

Uma nova série de medições de radiocarbono do Lago Suigetsu, no Japão, dará aos cientistas uma referência mais precisa sobre a datação de materiais, especialmente para objetos mais antigos, informa a equipe de pesquisa, que inclui a Unidade de Acelerador de Radiocarbono da Universidade de Oxford. O trabalho pode ser usado para refinar as estimativas da idade de materiais orgânicos em milhares de anos. Com isso, os arqueólogos devem ser capazes de identificar com mais precisão a data de extinção dos neandertais ou da disseminação dos humanos modernos na Europa, por exemplo. 

Um artigo publicado na edição desta quinta-feira da Science, da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), explica que os cientistas extraíram núcleos de camadas de sedimento preservadas, contendo material orgânico - como folhas de árvores e galhos fósseis - do fundo do lago, onde eles permaneceram por milhares de anos. As descobertas fornecem uma maneira mais precisa para examinar as idades radiocarbono para materiais orgânicos entre 11 mil e 53 mil anos. Além dos exemplos já citados, o estudo também pode ajudar os cientistas a compreenderem a cadeia de eventos que levaram ao avanço e recuo das placas de gelo durante o último período glacial. 

No Lago Suigetsu, uma camada de algas finas e de cor clara chamadas diatomáceas cobre o chão a cada ano, seguida por uma camada de sedimentos escuros. O fundo do lago é quieto e sem oxigênio, o que significa que essas camadas permaneceram intactas por anos. Uma série de núcleos perfurados através dessas camadas fornece um registro preservado dos últimos 52,8 mil anos. 

Além da Unidade de Acelerador de Radiocarbono de Oxford, que conta com o professor Christopher Ramsey, o aluno de doutorado Richard Staff e a química Fiona Brock, trabalharam no estudo outros laboratórios de radiocarbono na Escócia e na Holanda. A pesquisa é parte de uma equipe internacional maior, liderada pelo professor Takeshi Nakagawa, da Universidade de Newcastle. "Em suma, esta é uma realização de um sonho japonês de mais de 20 anos", afirmou Nakagawa. O radiocarbono, ou C-14, é um isótopo radioativo do carbono que ocorre naturalmente e que se decompõe a uma taxa constante. 

Assim, os cientistas podem calcular a idade de um objeto com base em quanto radiocarbono ele contém em relação ao primo estável do carbono, C-12. O radiocarbono é produzido continuamente na atmosfera, sendo incorporado por todos os organismos vivos. No entanto, a complicação no cálculo é a quantidade inicial de radiocarbono no ambiente, absorvida pelos organismos enquanto eles crescem, que varia de ano para ano e entre diferentes partes do ciclo global do carbono. 

O radiocarbono nos fósseis de folhas preservados nos sedimentos do Lago Suigetsu vem diretamente da atmosfera e, assim, não é afetado pelo processo que pode mudar os níveis de radiocarbono em sedimentos marinhos, por exemplo. Os núcleos no local fornecem, então, dados mais precisos, que não precisam ser corrigidos - o que agiliza o processo de datação. Os núcleos são únicos: eles mostram camadas de sedimentos para cada ano, o que permite que os cientistas uma forma de contagem anual. Essas contagens são comparadas com mais de 800 datações de radiocarbono dos fósseis de folha preservados. 

O único outro registro direto de carbono atmosférico vem dos anéis das árvores, mas regride a apenas 12.593 anos atrás. No Lago Suigetsu, se estende a mais de 52,8 mil anos, aumentando o registro direto em mais de 40 mil anos. "Na maioria dos casos, os níveis de radiocarbono deduzidos de registros marinhos e outros não têm dado muito errado. 

No entanto, ter um registro realmente terrestre dá uma melhor resolução e confiança neste modo de datação", disse Ramsey. "Também permite que nós olhemos para as diferenças entre a atmosfera e os oceanos e estudemos as implicações para nossa compreensão do ambiente marinho como parte do ciclo global do carbono", acrescenta. Para construir um registro de radiocarbono do lago japonês, Ramsey e seus colegas mediram os níveis em fragmentos de plantas espaçadas ao longo do núcleo. 

A equipe também contou as camadas claras e escuras ao longo do período glacial para colocar as medições em uma linha de tempo. Muitas das camadas eram muito finas para serem distinguidas a olho nu, então os pesquisadores usaram um microscópio e um método chamado de fluorescência de raios-X, que identifica alterações químicas no núcleo. 

Um registro da mudança ano após ano dos níveis de radiocarbono na atmosfera, como os encontrados no núcleo do sedimento, deve ser "ancorado" no tempo, atribuindo uma idade absoluta a uma parte dele. Os cientistas fizeram isso combinando os primeiros 12,2 mil anos de seus registros com dados de anéis de árvores, um registro bem estabelecido que começa no presente. 

A equipe também alinhou segmentos de seus dados com os de outros registros dos mesmos períodos de tempo e descobriu que, geralmente, eles se correspondiam. "Esse registro não vai resultar em grandes revisões de datas, mas por exemplo, em arqueologia pré-histórica, haverá pequenas mudanças na cronologia na ordem de centenas de anos", disse Ramsey. 

"Essas mudanças podem ser bastante significativas quando você está tentando examinar respostas humanas a mudanças climáticas, que são geralmente datadas por outros métodos, como, por exemplo, através da contagem das camadas de gelo dos núcleos de gelo da Groelândia." Geralmente, os pesquisadores usam um registro composto chamado IntCal para determinar as idades de objetos, baseados em suas medições de radiocarbono. 

Esse registro usa dados de múltiplas fontes, incluindo registros marinhos, estalagmites e estalactites e anéis de árvore. Espera-se que os dados do Suigetsu sejam incorporados ao IntCal.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Pesquisadores descobrem origem de tumores no cérebro

Um estudo publicado na revista Science sugere que o glioblastoma multiforme, tipo de tumor no cérebro mais comum e agressivo, pode surgir de células cerebrais maduras que se reverteram a um estado não modificado. 

Os resultados podem auxiliar no tratamento destes tumores, já que, segundo o artigo, qualquer célula tumoral deixada para trás em uma cirurgia ou quimioterapia teria o potencial de "renascer" o tumor. Estudos antigos sugerem que a maioria dos tumores cresceram de células-tronco neurais não modificadas. 

A equipe da pesquisadora Dinorah Friedmann-Morvinski mostra em ratos que células neurais maduras e modificadas podem ser transformadas por genes causadores de câncer. Os genes ativaram outras mudanças genéticas que enviam as células maduras de volta a um estado semelhante ao de uma célula-tronco não modificada. 

De acordo com os cientistas, essas células podem iniciar e manter o crescimento do tumor. No estudo, os pesquisadores mostram que gliomas (tipo de tumor que se inicia no cérebro ou na coluna vertebral) podem se originar de células modificadas no sistema nervoso central (CNS, na sigla em inglês), incluindo neurônios corticais. A transferência de material genético de uma célula para outra no CNS em ratos pode ajudar no crescimento de gliomas malignos. 

Análises revelaram que tumores de células astrócitas e de origem neural combinam com o subtipo de gliobastoma multiforme. "Propomos que as células modificadas no sistema nervoso central sob diferentes alterações genéticas passem por uma modificação para gerar um estado de células-tronco neurais ou de progenitoras para iniciar e manter o progresso do tumor, assim como aumentar a população heterogênea observada em gliomas malignos", afirmam os pesquisadores.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Estudo: aquecimento foi causa direta de extinções no Triássico

Um estudo divulgado nesta quinta-feira indica que o aquecimento global foi um agente direto para extinções no início do Triássico, entre 252 milhões e 247 milhões de anos atrás. Ao analisar isótopos de oxigênio, os pesquisadores afirmam ter descoberto que a temperatura em regiões equatoriais chegou a níveis letais, principalmente nos oceanos, onde devastou algas e fez com que a maioria dos peixes e répteis marinhos (ictiossauros) fugissem para regiões mais frias. 

A pesquisa, afirmam os cientistas, indica que as mudanças climáticas podem ser um agente direto de extinções, e não apenas indireto, e que a velocidade do atual aquecimento do planeta é compatível com a do período. 

O trabalho foi divulgado na revista especializada Science, da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês) de sexta-feira. No final do Permiano ocorre aquela que talvez tenha sido a maior extinção em massa que já ocorreu. A teoria mais aceita para esta extinção é a que põe a culpa nas chamadas armadilhas siberianas, grandes erupções vulcânicas que liberaram gases tóxicos e de efeito estufa, que fizeram o planeta sufocar. 

O problema no período era a anóxia, a falta de oxigênio, e a acidificação na água. No início do período posterior, o Triássico, há uma falta de formação de carvão (constituído por restos de seres vivos), o que indica que ocorreu grande extinção na época também. Agora, pesquisadores da China e da Europa fizeram uma medição da temperatura no início do Triássico e descobriram que o calor pode ter sido tão intenso que matou diretamente muitas espécies. 

A temperatura durante a extinção em massa do permiano ficou em média em 30°C nos mares. Contudo, as armadilhas siberianas podem ter continuado a ejetar gases de efeito estufa na atmosfera, o que fez com que os 5 milhões de anos seguintes, o início do Triássico, fossem ainda mais quentes. 

A água, afirmam os cientistas, chegou a incríveis 40°C - para se ter ideia, hoje a temperatura média na superfície oceânica varia entre 25°C e 30°C. Algas podem ter morrido diretamente por não conseguir fazer fotossíntese. Além disso, acima de 35°C, animais marinhos não conseguem oxigênio suficiente - e quanto maior e mais ativo o animal, mais oxigênio ele vai precisar. Só sobreviveram seres muito pequenos, que suportaram o calor. 

Os demais foram "jogados" para regiões mais frias, próximas dos polos. Os pesquisadores explicam que, para descobrir as mudanças de temperatura no período, estudaram a relação de isótopos de oxigênio, que mudam com a temperatura, em registros fósseis. "Esse índice é uma flutuação entre as temperaturas e a razão isotópica de oxigênio da água salgada. Podemos então calcular a temperatura da época com uma equação", explica ao Terra Yadong Sun, das universidades de Geociências da China e de Leeds (Reino Unido). 

Contudo, Sun afirma que no Permiano, mesmo que a temperatura não tenha sido tão extrema, ela contribuiu para a extinção em massa. "Nós dizemos que um aumento de temperatura coincide com a extinção em massa do fim do permiano. Mas isso não necessariamente sugere que o aquecimento foi a causa principal (...) nós dizemos que a temperatura aumentou rapidamente, mas chegou a apenas por volta de 30°C no final do Permiano. 

Nós sugerimos que 'fatores sinergéticos, como o aumento da anóxia, podem ter um papel importante na extinção marinha'". Em um artigo separado da revista, David J. Bottjer, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), não envolvido no estudo, afirma que esse tipo de pesquisa ajuda a entender as consequências do aquecimento pelo qual passamos. 

Ele afirma que nos próximos 100 anos a Terra pode ter um "clima estufa". "O oceano do futuro não vai apenas ser mais quente, mas mais ácido e vai ter grandes zonas com oxigênio reduzido", diz. Essa crise, afirmam os autores do estudo, pode servir de alerta ao mundo, já que, segundo Sun, "a velocidade do aquecimento atrop

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Curiosity estudará novas partículas brilhantes achadas em Marte

A sonda Curiosity estudará pequenas partículas brilhantes que encontrou durante suas primeiras escavações em Marte, que inicialmente se pensou que poderiam ser restos de cabos, informaram nesta quinta-feira cientistas da Nasa (a agência espacial americana). 

Ao recolher sua primeira amostra de solo marciano no início de outubro, o robô descobriu um pequeno objeto brilhante, que despertou a curiosidade dos cientistas. Entre as hipóteses ventiladas foi que poderia tratar-se de um resto de cabo da nave na qual foi transportado o robô até Marte em agosto ou da própria Curiosity. No entanto, o interesse é ainda maior depois que após as duas seguintes escavações na região tenham aparecido mais partículas brilhantes. 

"Devemos investigar mais essas pequenas partículas brilhantes", afirmou em teleconferência o diretor do projeto Curiosity do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), da Nasa, Richard Cook, junto com John Grotzinger, cientista do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). "Não podemos descartar que sejam algo feito pelo homem, mas não acho que sejam", declarou Grotzinger, acrescentando que nas próximas semanas darão ordens à câmera de alta resolução ChemCam para que se aproxime das novas partículas e envie os dados à Terra. 

A primeira missão da Curiosity foi limpar a área onde aterrissou de possíveis restos, para evitar que a contaminação do entorno possa afetar à missão. Os cientistas estão trabalhando com as sondas que orbitam o Planeta Vermelho para documentar as marcas deixadas pelo robô já que acreditam que os ventos marcianos irão apagá-las. 

Em paralelo, o robô começou a utilizar o instrumento para analisar quimicamente os minerais (CheMin), no qual introduziu um fragmento de rocha do tamanho de uma aspirina, cujos resultados serão conhecidas nas próximas semanas. Durante os dois anos que durará sua missão, a Curiosity utilizará os dez instrumentos que leva a bordo para comprovar se na área de estudo existiram condições ambientais favoráveis para a vida microbiana.

domingo, 28 de outubro de 2012

Verdes denunciam projeto de fertilização do mar no Canadá

A líder e única deputada do Partido Verde canadense, Elizabeth May, denunciou esta quinta-feira um projeto de fertilização do mar com ferro jogado no Pacífico com o aval passivo do governo de Ottawa. 

A legisladora apoiou sua denúncia em informações publicadas na imprensa, inclusive algumas publicadas no jornal britânico The Guardian, segundo as quais um empresário americano, Russ George, chefiaria um experimento de geoengenharia que consiste em espalhar 100 t de sulfato de ferro perto do litoral da província de Columbia Britânica (oeste). O objetivo seria gerar a rápida proliferação de plâncton em uma área de 10 mil km². O plâncton deveria absorver dióxido de carbono (CO2) e em seguida ir para o fundo do mar. "Este tipo de experimento é muito arriscado. 

Os cientistas advertem que pode destruir os ecossistemas marinhos, criar marés tóxicas, acelerar a acidificação da água e o aquecimento global", disse, em um comunicado. "Parece que o governo canadense esteve a par do projeto e permitiu que siga adiante", acusou a deputada. O Ministério do Meio Ambiente destacou que o assunto estava sendo investigado desde 30 de agosto, após terem sido divulgadas informações sobre "um possível acidente". 

Sem entrar em detalhes, "porque a investigação está em curso", o porta-voz do Ministério, Adam Sweet, explicou que, na primavera boreal, funcionários tinham informado os representantes do projeto sobre os protocolos a seguir. Estes protocolos, disse, preveem que qualquer depósito de ferro, dentro ou fora do limite das águas territoriais canadenses, constitui uma infração "a menos que se realize no âmbito de pesquisas científicas". 

Mas Ottawa não recebeu nenhuma solicitação deste tipo, disse Sweet. O ensaio foi apresentado no jornal de referência no Canadá, o The Globe and Mail, como uma tentativa de matar dois coelhos com uma cajadada só: reduzir a taxa de CO2 na atmosfera e proporcionar alimento aos peixes, que se tornaram escassos na área, reduzindo assim o desemprego em povoados pesqueiros. 

Mas o experimento foi duramente criticado no âmbito da conferência da ONU sobre biodiversidade, que termina esta sexta-feira em Hyderabad, Índia.

sábado, 27 de outubro de 2012

'Não estamos sozinhos', diz pesquisador sobre sinais em SC

Pelo quinto ano consecutivo, gigantescos agroglifos surgiram em lavouras de Ipuaçu, cidade localizada a cerca de 580 km ao oeste de Florianópolis, e vêm intrigando pesquisadores e comunidade local. Este ano, os sinais foram descobertos no final da manhã do último sábado em uma plantação de trigo localizada a menos de 500 m do centro da cidade. 

O pesquisador Ivo Hugo Dohl, que acompanha o fenômeno desde 2008, acredita que as marcas sejam "mensagens" que outros seres deixariam para o planeta Terra. "Não estamos sozinhos, e essas são mensagens de que eles estão por aqui e não querem o nosso mal", afirmou. 

Desta vez, dois fatos chamam a atenção dos pesquisadores: os desenhos teriam surgido antes do "previsto" - desde 2008, os desenhos na lavoura ocorrem nos meses de outubro - e, pouco mais de 24 horas depois, na tarde de domingo, novos agroglifos foram descobertos em campos do interior da Inglaterra, onde o fenômeno já é registrado desde a década de 70. O pesquisador vê relação com os novos desenhos surgidos na Inglaterra. "Existe sempre a dúvida de que alguém querendo brincar ou tirar proveito da situação ao fazer uma formação. 

Digo que em Ipuaçu, se fosse um só círculo, eu também diria que foi feito por mãos ou pés humanos, mas os 30 círculos menores interligados entre si e o corredor levando até a outra formação indica que não teve a presença humana", diz Dohl. De acordo com o pesquisador, o surgimento teria ocorrido com duas semanas de antecedência. "Eles sempre apareceram nos últimos dias do mês de outubro. 

Agora chegaram duas semanas antes e no domingo já haviam desenhos na Inglaterra. Isso nunca havia acontecido", afirma. Os desenhos no oeste catarinense seriam os mais "impressionantes" desde que começaram a ser registrados. O círculo central conta com 40 m de diâmetro e com as plantas amassadas em sentido horário. Outros 30 desenhos são interligados "assimetricamente", segundo Dohl. "É o mais impressionante. 

Pequenos círculos completamente ligados uns aos outros de uma forma assimétrica e milimetricamente calculada", disse, acrescentando não haver marcas ou pegadas na lavoura até o local dos agroglifos. "Uma equipe levaria horas e horas para fazer isso e ainda deixaria marcas no local".

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

RJ: pesquisadores descobrem formação única de coral em Búzio

Em um levantamento dos principais tipos de corais existentes no mar em Búzios, na Região dos Lagos fluminense, foi descoberto uma formação específica do siderastrea, que só existe neste local. A espécie existe em outros espaços no Brasil, mas a forma como os corais estão agrupados, em círculos, é nova e diferente das existentes. 

Um grupo de pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (Ieapam) constatou, ainda, que cinco bancadas destes animais marinhos, encontradas na Orla Bardot, precisam ser preservadas por serem únicas no mundo. 

O resultado foi apresentado na quarta-feira durante workshop promovido pela Prefeitura de Búzios. Participam do evento 30 cientistas das principais universidades públicas do estado do Rio de Janeiro, como Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Museu Nacional e mais representantes de entidades ligadas à pesca, como Faperj e Colônia de Pescadores Z-23. 

Segundo Débora Pires, representante do Projeto Coral Vivo, já se sabe que este tipo de siderastrea se reproduz aqui, em geral, nos meses de março e abril, por causa do fenômeno nas águas quentes da ressurgência, o que torna a espécie ainda mais vulnerável e carente de proteção ambiental para evitar o seu desaparecimento. A morte dessas espécies é outro assunto em discussão entre cientistas. 

Para o pesquisador Carlos Eduardo Leite, da UFF, é difícil especificar as causas mortis de qualquer tipo dessa fauna em qualquer lugar do mundo, mas lembrou que um dos fatores para isso seria a sedimentação natural que ocorre com o desenvolvimento urbano. Os cientistas estudam, por exemplo, que efeitos causam a presença de um tipo de alga chamada sargassum vista sobre vários corais buzianos, para saber se estas poderão provocar a morte destes. 

Na opinião de Amarildo Chita de Sá, presidente da Colônia Z-23, a única forma de conseguir manter os corais vivos, é conseguir que a Capitania dos Portos autorize a demarcação de uma área de 700 m na Orla Bardot, como já foi feito nas praias de Tartaruga e João Fernandes. "Trata-se de um lugar raso, de quatro metros de profundidade, mas vai ser importante para impedir que os pescadores que passem por ali, causem danos aos corais", avalia. 

Os pesquisadores também descobriram, próximo aos costões nas áreas de João Fernandes, Orla Bardot e Tartaruga, em boa quantidade de reprodução, 120 espécies de peixes pequenos não ameaçados de extinção, por não serem ainda alvo da pesca para alimentação humana nem comercialização em aquário. Em contrapartida, confirmaram que peixes maiores como badejo cherne e garoupa, normalmente mortos para serem vendidos a restaurantes, já não são encontrados com facilidade.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Após se perder, equidna albina rara é solta novamente na natureza

Uma equidna de focinho curto albina foi encontrada na cidade de Canbera, Austrália, ao lado de uma rodovia muito movimentada há duas semanas atrás, e foi solta novamente na natureza na Reserva de Tidbinbilla. O animal foi apelidado pelos cuidadores de Gasparzinho. 

De acordo com o guarda florestal, Brett McNamara, a chance de encontrar uma equidna albina é de um em 10 mil. A espécie é um dos poucos casos de um mamífero que bota ovos e ficou famosa mundialmente quando se tornou um dos mascotes das olimpíadas de 2000, em Sydney. 

O animal só existe na Austrália e nas regiões próximas. O focinho curto permite que a equidna se alimente de formigas e outros insetos.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Estudo marca efeitos da estimulação cerebral contra depressão

Qual seria a resposta à estimulação cerebral profunda (DBS, na sigla em inglês) em regiões específicas do cérebro de pacientes com sintomas de depressão? Essa estimulação modificaria a resposta em animais experimentais induzidos a estresse? Quais seriam as alterações relacionadas aos hormônios produzidos na região do hipotálamo e na hipófise? Essas são perguntas que os pesquisadores Luciene Covolan, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Clement Hamani, professor de neurocirurgia da Universidade de Toronto, no Canadá, pretendem responder durante um projeto de pesquisa desenvolvido em cooperação por meio do acordo firmado em 2011 entre a Fapesp e a universidade canadense. 

O projeto foi apresentado durante o primeiro simpósio da Fapesp Week 2012, realizado em Toronto, Canadá, em 17 de outubro. 

Há cerca de um ano, Covolan e Hamani adotaram um modelo para estudo da depressão que envolve a aplicação da DBS em região denominada córtex pré-frontal de ratos submetidos a estresse crônico contínuo, com sintomas de depressão. 

A conclusão dos primeiros experimentos, publicada em 2012 na revista Biological Psychiatry, mostrou resultados significativos na redução da anedonia (perda da sensação de prazer) - indicadora do estado de depressão - e apresentou um novo desafio: estabelecer o mecanismo envolvido na redução dos sintomas da depressão pela aplicação da DBS. 

Estimulados pelos revisores do artigo e pelo editor do periódico, os pesquisadores decidiram realizar novos testes, que levaram à identificação do cortisol como a principal substância envolvida no mecanismo celular pelo qual a corrente elétrica aplicada em determinadas regiões do cérebro dos animais experimentais tem o efeito de reduzir os sintomas da depressão. 

A ideia é estabelecer o funcionamento desse mecanismo. No novo projeto, os cientistas farão a análise da resposta ao tratamento que utiliza a DBS em região do cérebro denominada eixo hipotálamo-hipofisário, responsável pela liberação de hormônios. "Vamos estudar o sistema que envolve a situação de estresse, estado em que há maior produção de cortisol no cérebro. Dessa forma será possível entender como os hormônios se comportam e como ocorrem as alterações no estado de depressão", explicou Hamani. 

O projeto será desenvolvido por equipes em São Paulo e em Toronto. Pesquisadores da Unifesp irão realizar na Universidade de Toronto os experimentos de estresse desenvolvidos em São Paulo e a equipe canadense conduzirá os experimentos de aplicação da DBS no laboratório da Escola Paulista de Medicina. 

Fapesp Week 2012 

Após o simpósio em Toronto, a Fapesp Week 2012 segue com eventos nos Estados Unidos: no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Cambridge (22/10); no Brazil Institute, ligado ao Woodrow Wilson International Center for Scholars, em Washington (23/10); e na Universidade de West Virginia, em Morgantown (24/10). A programação inclui a exposição "Brazilian Nature - Mistery and Destiny", sobre a biodiversidade brasileira, que foi inaugurada na Universidade de Toronto no dia 17 de outubro e fica disponível até 31 de outubro. Em seguida a mostra será exibida no MIT e na Universidade de West Virginia. 

No contexto das comemorações do 50º aniversário da Fapesp, a Fapesp Week 2012 é a segunda rodada internacional de encontros para promover a aproximação entre pesquisadores com produção destacada em suas áreas de atuação, discutir pesquisas em andamento e a elaboração de novos projetos cooperativos. A primeira edição do evento ocorreu em Washington, de 24 a 26 de outubro de 2011.

Pesquisa aponta que Brasil integra o novo mapa da ciência

A revista Nature publicou, no dia 18 de outubro, uma edição especial sobre as mudanças que ocorrem na forma como se faz ciência hoje no mundo. Intitulada "O novo mapa da ciência", a publicação destaca que hoje mais países, como China, Índia, Cingapura, Brasil e Coreia do Sul, estão tomando assento na mesa das nações que realizam pesquisas de alto nível, ao lado de superpotências como França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, que dominam a pesquisa científica desde 1945 e que podem perder a liderança nos próximos anos. 

Uma das razões para essa mudança nessa geografia da ciência, segundo a publicação, é que a ciência está se tornando cada vez mais globalizada em função da expansão de redes de colaboração em pesquisa em todas as regiões do mundo, que estão reforçando a competência e a capacidade de pesquisa dos países emergentes e alterando o equilíbrio global da ciência. "As fronteiras nacionais estão sendo superadas por rede de colaboração em pesquisa e ¿circulação de cérebros¿, que possibilitam que os cientistas se movam de forma muito mais fluida em todo o mundo do que no passado", aponta a publicação. 

"Esse movimento de pessoas e ideias deve mudar a forma como a ciência é feita, como é financiada e as questões que aborda", vaticina o editorial da revista. Para ilustrar esse novo panorama, a revista cita dados da National Science Foundation (NSF) que aponta que quase um quarto dos artigos científicos publicados em 2010 tinha entre seus autores cientistas de mais de um país, contra 10% em 1990. 

Ainda de acordo com dados da NSF, o número médio de autores de pesquisas hoje, que é 4,5, é equivalente ao dobro do que era em 1980. "Uma edição da Nature hoje tem um número similar de artigos científicos das edições de 60 anos atrás, mas eles têm pelos menos quatro vezes mais autores", exemplifica a publicação. Outros exemplos dados pela publicação para ilustrar o aumento da cooperação científica internacional foram os de alguns cientistas ganhadores do prêmio Nobel este ano. 

O cientista japonês Shinya Yamanaka, vencedor do prêmio Nobel de Medicina por suas pesquisas com células-tronco pluripotentes induzidas (IPS), por exemplo, é professor da Universidade de Kyoto e ligado ao Instituto Gladstone, em San Francisco, nos Estados Unidos, onde coordena pesquisa com roedores. 

Por sua vez, o francês Serge Haroche, ganhador do prêmio Nobel de Física, é professor de física do Collège de France, foi professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e das universidades Harvard e Yale, nos Estados Unidos, e mantém colaborações em pesquisa com cientistas de diferentes países, inclusive do Brasil. "Muitas áreas da ciência estão se tornando internacionais. Os pesquisadores estão cada vez mais cruzando o mundo e se acostumando a trabalhar em dois ou três países ao mesmo tempo", diz a revista. 

Medidas para impulsionar a ciência no Brasil 

A edição especial da Nature reuniu as opiniões de oito líderes de instituições, programas e agências de fomento à pesquisa de Cingapura, África do Sul, Suíça, Espanha, Rússia, Egito, Brasil e Coreia do Sul, sobre as medidas que devem ser tomadas para impulsionar a pesquisa em seus países na próxima década. 

O diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, foi ouvido pela publicação para falar sobre o panorama da ciência no Brasil. Em seu artigo, publicado na seção "Comment" da edição especial, Brito Cruz destacou que o desenvolvimento científico do Brasil nos últimos 30 anos tem sido impressionante. Em 2011, por exemplo, o país formou mais de 12 mil doutores e publicou 35 mil artigos em revistas científicas internacionais.

Porém, em média, as citações de artigos científicos de autoria de pesquisadores no mesmo ano continuam sendo as mesmas de 1994, equivalendo a menos de 65% da média mundial. "Cientistas brasileiros devem colaborar e publicar mais com pesquisadores de instituições de classe mundial no exterior", indicou Brito Cruz. 

Uma das propostas apresentadas por ele é que o governo desenvolva um plano para apoiar cerca de uma dezena de universidades na execução de programas de excelência, que possibilite situá-las entre as 100 melhores do mundo em uma década. "O país já tem universidades altamente seletivas, que poderiam se tornar de classe mundial", destacou Brito Cruz.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Homem chegou à Sibéria há 1 milhão de anos, segundo cientistas

O homem se instalou na Sibéria há aproximadamente um milhão de anos, segundo demonstra o estudo da jazida arqueológica de Karama, na região russa da República de Altai, informou nesta sexta-feira o Instituto de Arqueologia e Etnografia russo. 

"Agora podemos afirmar com segurança que as camadas mais antigas deste povoado primitivo têm uma idade aproximada de um milhão de anos, ou pelo menos de 800 mil anos", explicou aos jornalistas o diretor adjunto do Instituto de Arqueologia, Mikhail Shunkov. 

Os pesquisadores russos creem que o homem (Homo erectus) chegou à Sibéria vindo da África pela chamada rota migratória do norte, que começou a ser usada pelas comunidades primitivas deste continente há quase dois milhões de anos. "Eles (os homens primitivos) rodeavam o Tibete e o Himalaia tanto pelo norte como pelo sul. Pelo sul chegaram ao Sudeste asiático. 

A rota do norte passava presumivelmente por (...) os territórios do Cazaquistão e das atuais repúblicas centro-asiáticas, pelas quais finalmente chegaram ao sul da Sibéria", explicou Shunkov. 

As pesquisas paleontológicas, por outro lado, indicam que naquela época o clima de República Altaica era mais benevolente do que o atual. "O clima do Altai de então era pelo menos parecido ao que tem na atualidade o Cáucaso Norte ou inclusive mais quente", concluiu o cientista russo.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Tigre de Sumatra cruza o Atlântico para encontrar parceira

O Zoológico de Londres saudou seu novo morador, o tigre de Sumatra Jae Jae. O animal cruzou o Oceando Atlântico para encontrar um par, há mais de 6.500 de distância do zoológico americano de onde foi trazido. 

A expectativa dos especialistas do zoológico de Londres é que ele acasale com Malati, uma fêmea vinda de um zoológico da Austrália. Os dois tigres de Sumatra chegaram à capital britânica ainda na semana passada. 

Segundo um especialista do zoológico, mesmo que haja incompatibilidade de personalidade entre os dois animais, a chance de acasalamento é muito alta. Atualmente, só existem cerca de 300 tigres de sumatra no ambiente selvagem.

Professora brasileira recebe prêmio para mulheres na ciência

A professora brasileira Marcia Barbosa, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi laureada nesta sexta-feira com um dos cinco prêmios L'Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência 2013. 

Marcia foi premiada por ter descoberto uma anomalia na água "que poderia levar a uma melhor compreensão" de uma grande diversidade de fenômenos no mecanismo de dobramento de proteínas, que é essencial para o tratamento de certas doenças, destacaram a Unesco e a multinacional francesa de cosméticos em comunicado. 

As ganhadoras de 2013 procedem dos cinco continentes e receberão o prêmio de US$ 100 mil (cerca de R$ 200 mil) no dia 28 de março, na sede central da Unesco, em Paris. 

Os responsáveis pelo prêmio L'Oréal-Unesco, criado há 15 anos para promover os trabalhos pioneiros na ciência, disseram que todas as homenageadas foram selecionadas pela dedicação ao trabalho e "por pesquisas inovadoras e fundamentais em diferentes campos científicos". 

As outras ganhadoras do prêmio são Francisca Nneka Okeke, da Universidade da Nigéria, Pratibha Gai, da Universidade britânica de York, Reiko Kuroda, da Universidade das Ciências de Tóquio, e Deborah Jon, do National Institute of Standards and Technology da Universidade do Colorado. 

 A diretora geral da Unesco, Irina Bokova, afirmou que "estas cinco mulheres fornecem ao mundo uma compreensão mais minuciosa do funcionamento da natureza e são fonte de inspiração para todos". 

"Seus descobrimentos modificam nossa maneira de ver e pensar em numerosos campos das ciências físicas e ampliam as fronteiras da ciência e da tecnologia, podendo transformar nossas sociedades", disse a ex-diplomata búlgara. O programa Para as Mulheres e a Ciência, que em 15 anos já premiou 77 mulheres, inclui, a cada ano, uma série de bolsas de estudos voltadas para pesquisas internacionais, regionais e nacionais.

domingo, 21 de outubro de 2012

Arqueólogos acham tumba da Idade da Pedra perto de monumento sueco

Arqueólogos descobriram evidências de um túmulo da Idade da Pedra próximo a um monumento megalítico conhecido como Stonehenge da Suécia. Restos de um local de enterro que se acredita ter 5,5 mil anos foram encontrados perto das Pedras de Ale, um conjunto de 59 pedras em um penhasco na costa do báltico sueco. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail . De acordo com o folclore local, as pedras são o lugar de descanso final de um líder lendário conhecido como Rei Ale. 

Contudo, outras teorias dizem que pode ser um calendário astronômico com a mesma geometria subjacente de Stonehenge. Pesquisadores do Conselho do Patrimônio Nacional Sueco descobriram traços da antiga tumba após cavar um fosso no centro do círculo de pedra, que se acredita ter entre mil e 2,5 mil anos. "As descobertas confirmam o que acreditávamos: que isso foi um lugar especial por muito tempo", afirmou o arqueólogo Bengt Söderberg à agência de notícias sueca TT. 

A equipe encontrou diversos componentes que acredita ser evidências de um dólmen - um túmulo portal megalítico que geralmente consiste de três ou mais pedras verticais que suportam uma pedra angular grande, plana e horizontal. "Os componentes consistem em impressões de grandes pedras que pertencem a uma câmara mortuária central cercada por pedras largas e uma borda de pedras menores", disse Söderberg ao Discovery News. 

Os arqueólogos dizem que as marcas são muito claras e deixaram o chão sólido como cimento, o que indica que as pedras tenham sido pressionadas para baixo com força. A escavação do dólmen - que tem orientação norte e sul e aproximadamente 19 m por 7 m - também revelou uma lâmina, um raspador e vários flocos de sílex. A equipe datou o túmulo como do período neolítico sueco, o que corresponde a 5,5 mil anos. Apesar da importância da descoberta, a escavação inicial terminou, e o veio será preenchido.

Especialistas afirmam que uma escavação completa será necessária para obter uma visão adequada de quem e o que está enterrado lá. Annika Knarrström, do Conselho do Patrimônio Nacional Sueco disse ao Discovery News que o dólmen normalmente era "o túmulo de algum magnata local". "Não precisa ser um chefe para ser enterrado aqui, pode ser um fazendeiro rico", exemplifica. 

A importância da descoberta foi multiplicada pela proximidade com as Pedras de Ale, o local megalítico a cerca de 9 km ao sudeste de Ystad, em Skåne, descrito como o Stonehenge da Suécia. O local apresenta 59 blocos, cada um pesando até 1,8 kg, dispostos como um navio de cerca de 67 m de comprimento em um penhasco com vista para o mar báltico. Arqueólogos concordavam que a estrutura megalítica teria sido feita há 1,4 mil anos, próximo ao fim da Idade do Ferro, como um monumento de enterro. 

No entanto, pesquisas recentes apontam que ele remonta à Idade do Bronze escandinava - cerca de 2,5 mil anos atrás - e foi construída como um calendário astronômico com a mesma geometria fundamental como o Stonehenge em Wiltshire, na Inglaterra.

Condição rara: brasileiro tem couro cabeludo parecido com cérebro

Um grupo de médicos brasileiro descreveu no New England Journal of Medicine o caso raro de um paciente de 21 anos com verticis gyrate - que deixa com que o couro cabeludo pareça com a superfície do cérebro. Segundo os médicos de Santa Maria (RS), a condição é apenas estética e não causou nenhum problema grave ao paciente. 

As informações são do site do jornal Daily News. O paciente tinha o couro cabeludo normal até que, há dois anos, a pele começou a fazer dobras grossas. A condição é pouco conhecida devido a sua raridade. Não se sabe a causa, mas que é predominante em homens e costuma aparecer na puberdade. 

Nenhum familiar do paciente tem a verticis gyrate e ele não apresenta nenhum outro sintoma que possa estar relacionado a ela. Em alguns casos, a condição está ligada a transtornos neurológicos, como esquizofrenia e tonturas, mas não é o caso do brasileiro. 

A verticis gyrate pode desaparecer com uma cirurgia plástica, que costuma ser cara e nem sempre efetiva. Os médicos afirmam que o paciente, contudo, não se incomoda com o problema e nem tem o costume de cobrir a cabeça.

Satélite da ESA estudará planetas de outras estrelas

A Agência Espacial Europeia (ESA) decidiu iniciar um programa de pesquisa que tem como objetivo construir um pequeno satélite cuja missão será estudar planetas de outras estrelas para poder compreender sua formação, especialmente a dos que têm tamanhos muito superiores ao da Terra. 

O Cheops - sigla em inglês para Satélite de Caracterização de Exoplanetas e, curiosamente, o mesmo nome da pirâmide de Quéops -, deveria ser lançado em 2017, informou nesta sexta-feira em comunicado a ESA, que optou em março pelo programa, dentro das 26 propostas que havia recebido para inaugurar a lista de suas missões de pequeno porte. 

Seu alvo serão estrelas próximas e brilhantes que têm planetas girando em sua órbita, nas quais se pretende buscar sinais que revelem a trajetória desses planetas para que quando o Cheops estiver diante deles tome medidas precisas, por exemplo, de seu raio. 

Nos planetas de que se sabe a massa se poderá calcular sua densidade, o que oferecerá indicações de sua composição. Com todos esses dados, os cientistas esperam avançar na análise de como se formaram os planetas várias vezes maiores que o nosso, que a ESA chama de "super-Terras". 

O diretor da exploração científica e robótica da ESA, Álvaro Giménez Cañete, destacou que ao se concentrar em estrelas com exoplanetas, "'Cheops' permitirá aos cientistas realizar estudos comparativos de planetas (...) com uma precisão que não se tem do solo". Sua missão é produto de um acordo entre a ESA e a Suíça, um país ao qual se somarão outros da organização que darão "contribuições substanciais". 

Trata-se da primeira das chamadas "pequenas missões" que serão caracterizadas pelo "baixo custo" e com um desenvolvimento rápido para permitir uma maior flexibilidade em resposta às novas ideias que chegam da comunidade científica.

Brasil quer acelerar parceria espacial com Ucrânia

A presidenta Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira ao presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, que o Brasil está empenhando em fortalecer a cooperação espacial entre os dois países para garantir que o primeiro foguete do projeto Cyclone-4 seja lançado em 2014. 

O Brasil e a Ucrânia são sócios na empresa binacional Alcântara Cyclon Space (ACS), criada para operacionalizar a utilização do lançador de foguetes Cyclone-4 no Base de Alcântara, no Maranhão. 

Segundo Dilma, o Brasil está adotando todas as providências necessárias para acelerar e alavancar o projeto e garantir o lançamento do foguete em 2014. Durante a conversa, Yanukovich convidou a presidenta a visitar a Ucrânia em 2013. Dilma aceitou o convite e disse que levará uma ''expressiva comitiva empresarial'', segundo informações da Secretaria de Imprensa da Presidência da República. 

A data da visita ainda será acertada. Na ocasião, o Brasil e a Ucrânia deverão realizar a primeira reunião do Foro de Alto Nível Empresarial entre os dois países, criada em 2011, quando o líder ucraniano esteve no Brasil. Ainda este ano, o Brasil vai sediar a sexta reunião da Comissão Mista Econômico-Comercial Brasil-Ucrânia.

Países dobrarão fundos para biodiversidade em países pobres

Reunidos em uma cúpula da ONU em Hyderabad, Índia, os governos concordaram em dobrar o financiamento até 2015 para que países pobres revertam a perda crescente de recursos naturais. 

O acordo foi concluído após longas noites de duras negociações sobre a extensão e o prazo da nova ajuda, na mesma semana em que 400 plantas e animais foram adicionados à "lista vermelha" de espécies em risco de extinção. Os governos expressaram preocupação em um documento publicado no encerramento da reunião da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) de que "a falta de recursos financeiros suficientes" esteja comprometendo os esforços para conter o declínio das riquezas naturais de que os seres humanos dependem para se alimentar, abrigar e manter seus estilos de vida. 

Eles instaram uns aos outros "a considerar todas as fontes e meios possíveis que possam ajudar a alcançar o nível de recursos necessários". Em uma conferência realizada em Nagoia, no Japão, há dois anos, os países da ONU adotaram um plano de 20 pontos para reverter a perda da biodiversidade até 2020. 

As chamadas Metas de Aichi para a Biodiversidade incluem reduzir à metade a perda de hábitat, expandir áreas terrestres e aquáticas em conservação, evitar a extinção das espécies na lista de ameaçadas e restaurar ao menos 15% dos ecossistemas degradados. 

Mas o plano tem encontrado barreiras na falta de financiamento para conservação, principalmente em países pobres que lutam contra a inflação, a pobreza e o desemprego em um momento de crise financeira internacional. Ministros e vice-ministros de 77 países negociaram a essência do financiamento em Hyderabad, sul da Índia, entre quarta e sexta-feira, no encerramento da conferência de duas semanas. 

Eles acabaram concordando em dobrar os recursos vinculados à biodiversidade para países em desenvolvimento até 2015, tendo como base uma média anual de financiamento no período 2006-2010 - e manter este nível até 2020. O número tomado como base não foi revelado. Em contrapartida, os países em desenvolvimento deverão apresentar garantias sobre a utilização dos fundos e implementar estratégias nacionais, proporcionando os meios para preservar a biodiversidade. 

"É a primeira vez na história que há um acordo que fixa um objetivo financeiro internacional em favor da biodiversidade", comemorou a ministra francesa da Ecologia, Delphine Batho. Julia Marton-Lefèvre, diretora geral da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), também saudou "progressos positivos para alcançar objetivos adotados há dois anos". "Esses esforços precisam agora de ser ampliados com urgência com financiamentos adequados de todas as fontes possíveis", ressaltou ela em um comunicado. Para a organização ambiental WWF, por outro lado, o componente financeiro é "decepcionante, porque não é o suficiente para atingir os alvos ambiciosos" adotados em Nagoia. 

Durante a assembleia plenária de encerramento, que foi concluída às 3h, o Canadá destacou que não concordava com este compromisso, mas sem bloquear o processo. Alguns meses depois da cúpula Rio+20, decepcionante para a proteção dos oceanos, a conferência permitiu progressos para a proteção das espécies marinhas em alto-mar, cada vez mais expostas aos pescadores e às companhias de petróleo. 

Cerca de cinquenta zonas consideradas sensíveis no Pacífico, no Caribe e no Mediterrâneo foram definidas. Elas devem servir de base para a formação de eventuais áreas marinhas protegidas. A próxima conferência será realizada em 2014, na Coreia do Sul.

Nave Soyuz é preparada para lançamento à ISS no Cazaquistão

O foguete russo Soyuz STMA-06M começou a ser preparado neste domingo para lançamento na base de Baikonur, no Cazaquistão, em missão que deve levar um americano e dois russos para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) na próxima terça-feira. 

Com o desmantelamento da frota de ônibus espaciais dos Estados Unidos no ano passado, a nave Soyuz continua a ser o único meio para que novos membros possam chegar à ISS. O astronauta Kevin Ford e os cosmonautas Oleg Novitsky e Yevgeny Tarelkin devem passar cerca de seis meses em órbita. 

Eles se juntarão ao americano Sunita Williams, ao russo Yuri Malenchenko e ao japonês Aki Hoshide. Seguindo a tradição, o hangar onde se encontra a Soyuz começou a ser aberto para o deslocamento da nave pouco antes de amanhecer. 

 Pela primeira vez desde 1984, a plataforma utilizada para a missão será a rampa de lançamento 31, uma vez que a normalmente usada, de onde Yury Gagarin começou sua trajetória rumo ao espaço, está passando por uma modernização.

Conheça os futuros moradores da Estação Espacial Internacional

Os próximos habitantes da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) embarcarão nesta terça, 23, para sua nova casa. Lançada a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, a nave russa Soyuz TMA-06M vai transportar os três membros da Expedição 33/34 para uma missão de cinco meses. 

A nova tripulação é composta pelo astronauta Kevin Anthony Ford e pelos cosmonautas Oleg Viktorovich Novistky e Yevgeni Igorevich Tarelkin. Eles irão se juntar aos tripulantes da TMA-05M, a astronauta americana Sunita Williams, o cosmonauta russo Yuri Malenchenko e o japonês Akihiko Hoshide, para realizar pesquisas conjuntas e operações a bordo da plataforma orbital.

USP pesquisa molécula capaz de reverter morte de células cerebrais

A ação da molécula bradicinina - liberada pelo organismo humano em resposta a vários tipos de estímulos - vem sendo estudada por pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) para descobrir novas abordagens para o mal de Parkinson e o derrame cerebral isquêmico. O uso da substância foi capaz de reverter a morte de células cerebrais. O grupo de cientistas coordenado pelo professor Alexander Henning Ulrich, em colaboração com pesquisadores de Porto Rico, investiga a aplicação da bradicinina no resgate de células da morte programada, chamada de apoptose. 

A lesão primária e a morte celular são processos ocasionados pela ausência de oxigênio nas células. Isso ocorre com o entupimento - tecnicamente chamado de oclusão - de um vaso do cérebro, o que gera o derrame cerebral isquêmico. O cientista explica que, em casos como esses, a bradicinina é capaz de reverter a morte dos neurônios induzida pela excessiva ativação de receptores de glutamato. 

A bradicinina está presente no plasma e é produzida por quase todos os tecidos do organismo humano, tendo ação anti-hipertensiva e controladora da pressão sanguínea. De acordo com Henning, quando os neurônios morrem, liberam substâncias tóxicas que atingem as células vizinhas. Devido às grandes concentrações dessas substâncias, como por exemplo de glutamato, os receptores das células vizinhas são ativados de uma forma não controlada. "Como resultado, concentrações muito altas de cálcio são atingidas dentro da célula. Esse cálcio induz um programa de morte celular nessas células e, assim, aumenta o foco da lesão". 

Segundo Henning, o estudo está em fase experimental e os resultados foram obtidos por meio de ensaios in vitro. "Ainda não fizemos testes em animais. Esse será o próximo passo, para mostrar se a bradicinina tem efeito protetor também no animal". O desafio dos pesquisadores, agora, é verificar se substâncias com ações parecidas à bradicinina também protegem neurônios contra a apoptose. Isso é importante porque os efeitos colaterais dos subprodutos resultantes da degradação da bradicinina são muito danosos, indo desde a indução de inflamação até anulação do próprio efeito promovido pela substância. 

Além dos estudos feitos em modelos in vitro para o tratamento da isquemia, a bradicinina foi testada em animais contra o mal de Parkinson. O trabalho tem sido feito em parceira com a professora Telma Tiemi Schwindt, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Após sete dias da indução do Parkinson em ratos, por meio de injeção de uma substância tóxica que mata os neurônios e mimetiza a doença, os cientistas injetaram a bradicinina. Segundo Ulrich, depois de 56 dias, houve reversão dos problemas motores na maioria dos roedores. 

Todas as descobertas promovidas pela pesquisa podem, no futuro, levar ao desenvolvimento de novos medicamentos para o tratamento do derrame cerebral e de doenças neurodegenerativas. No entanto, não há previsão de quando isso pode ocorrer. "Vamos primeiro conhecer melhor a função da bradicinina em doenças neurodegenerativas, como o Parkinson", disse o pesquisador.

Pesticidas põem colônias de zangões em risco

OSLO (Reuters) - Pesticidas agrícolas estão matando zangões e prejudicando a habilidade deles para se alimentar. Assim, colônias vitais para a polinização das plantas podem vir a não desempenhar as suas tarefas, mostrou um estudo divulgado neste domingo. 

As Nações Unidas estimam que um terço de toda a alimentação baseada em vegetais depende da polinização das abelhas, e cientistas têm se mostrado perplexos pela redução do número de abelhas principalmente na América do Norte e na Europa, em anos recentes. No estudo divulgado neste domingo, cientistas britânicos afirmaram que expuseram colônias de 40 zangões, abelhas maiores do que as mais comuns, aos pesticidas neonicotinoide e piretroide durante quatro semanas, em níveis semelhantes aos que se dão nos campos. 

Os neonicotinoides são produtos químicos semelhantes à nicotina usados para proteger uma série de culturas de gafanhotos, pulgões e outras pragas. "A exposição aumenta a mortalidade, o que reduz o desenvolvimento e o sucesso da colônia", escreveram os cientistas num artigo na revista científica Nature. 

Exposição a uma combinação de dois pesticidas "aumenta as chances da colônia fracassar", de acordo com os pesquisadores da Universidade de Londres. Um relatório das Nações Unidas de 2011 estimou que as abelhas e outros polinizadores, como besouros e pássaros, realizam um trabalho que valeria 153 bilhões de euros por ano. 

"Acho que o declínio das abelhas é como um quebra-cabeças, com provavelmente um monte de peças para serem encaixadas. Essa é provavelmente uma peça muito importante", afirmou à Reuters Richar Gill, autor principal da pesquisa. 

PARASITAS 

Num outro comentário, na Nature, Juliet Osborne, da universidade britânica de Exeter, disse que o estudo mostra a necessidade de se entender todos os fatores que podem contribuir para prejudicar as abelhas e suas colônias. 

 "Por exemplo, ainda não temos uma demonstração convincente dos efeitos relativos dos pesticidas nas colônias em comparação com os efeitos dos parasitas", escreveu. Richard Gill apoiou a recomendação da autoridade europeia de segurança alimentar por mais testes em diferentes espécies. 

De acordo com ele, estudos anteriores examinaram o impacto de pesticidas nas abelhas em si, e não nas colônias. Zangões formam colônias de algumas dúzias, enquanto outras abelhas formam colônias de milhares. "Efeitos em uma abelha podem ter uma importante repercussão na colônia. Essa é a novidade do estudo", declarou.

Sem focinho, cadela tratará tumor e verme no coração antes de operação

A cadela que perdeu o focinho ao salvar duas meninas pulando em frente a uma moto terá de enfrentar mais do que as cirurgias de reconstrução facial e dental. Os veterinários da Universidade da Califórnia, Davis (UC Davis) anunciaram que Kabang foi diagnosticada com um Tumor Venéreo Transmissível (TVT) e com dirofilariose, ou verme do coração, informa o San Francisco Chronicle . 

"Felizmente para Kabang, a doença não está avançada", disse Jane Sykes, especialista em doenças infecciosas e diretora da clínica para pequenos animais da UC Davis, acrescentando que a cadela tem um bom prognóstico. 

O tratamento terá de ser feito antes de o animal passar pelas cirurgias de reconstrução, o que deve levar cerca de seis meses. Jane aponta, ainda, que a situação de Kabang é inusitada. "Nunca vi um caso como este antes", afirmou a veterinária ao The Sacramento Bee. "Os vermes podem ser vistos nas suas artérias pulmonares", informa Jane. A doença, espalhada por mosquitos, pode causar insuficiência cardíaca e é geralmente tratada com um composto baseado em arsênico. Já o tumor é transmitido sexualmente e pode se espalhar de forma agressiva. 

A veterinária destaca, entretanto, que 90% dos casos podem ser curados com quimioterapia. Jane explica que ambas as doenças são comuns em regiões tropicais e subtropicais. Após o fim do tratamento, Kabang será submetida a pelo menos duas cirurgias, nos dentes e na face. Kabang ficou famosa nas Filipinas após ter o focinho e a maxila arrancados ao se atirar em frente a uma moto, quando esta estava prestes a atingir duas meninas em uma rodovia em Zamboanga. 

A atitude salvou a vida da filha e da sobrinha do dono de Kabang. Kabang foi encontrada por Rudy Bunggal, 57 anos, que manteve o cachorro inicialmente com a intenção de alimentar a família. Mas, então, a sua filha, Dina, 11 anos, e a sobrinha Princess, 3 anos, se apegaram ao animal. 

A cadela desapareceu por duas semanas após o acidente de moto, ocorrido no ano passado. Quando voltou à porta de Bunggal, se tornou uma heroína nacional, e o site careforkabang.com foi criado para angariar fundos para o tratamento. 

Kabang consegue ingerir comida e água com a língua e ainda pode cheirar algumas coisas, pois alguns ossos da cavidade nasal estão intactos. Os veterinários recomendam que a cadela - que teve filhotes em abril - seja castrada, mas precisam da autorização do dono. O animal está em um hotel local com seu veterinário filipino, Anton Lim.

Com câncer raro, homem tem rosto reconstruído com partes do corpo

O britânico Josh Stephenson, 48 anos, teve de ter o rosto reconstruído usando partes de sua coxa e de seu ombro, após perder o olho e o maxilar devido a um tipo raro de câncer no olho, o melanoma maligno da órbita. Diagnosticado com a doença em outubro de 2009, o designer foi tratado com radioterapia no início de 2010, mas a expansão do câncer fez com que os médicos fossem obrigados a operá-lo. 

Ele foi submetido a cerca de 50 horas de cirurgia durante sete operações e enfrentou outros procedimentos na face. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail. Os cirurgiões trabalharam no rosto de Stephenson durante dois dias inteiros com quatro meses de intervalo em 2010. 

Primeiramente, eles retiraram o olho e substituíram com tecido da coxa. Depois, eles removeram a maxila superior esquerda e parte do céu da boca e reconstruíram usando parte de seu ombro. "Você simplesmente tem que ir em frente. Foi uma jornada, e meu rosto está uma bagunça, é um trabalho em construção. Cada procedimento faz ele ficar um pouco melhor", afirma o britânico de Cambridge. A primeira vez em que Stephenson percebeu que algo estava errado foi quando sentiu uma coceira na pele ao redor do olho. 

Ele pensou que era rinite, mas quando a pálpebra começou a inchar ele foi encaminhado a um especialista no Hospital Moorfields Eye, em Londres. Os médicos acreditam que ele tenha tido "sardas" cancerígenas na parte de trás do globo ocular desde o nascimento, e que elas teriam crescido lentamente e se transformado em um tumor. O designer acredita que o estresse pode ter sido um fator importante para desencadear a condição. "As sensações são muito estranhas. 

Às vezes parecem alfinetes e agulhas, outras parecem uma 'pressão dormente'", descreve. Stephenson está sendo monitorado duas vezes por ano pelo departamento de oncologia do Hospital Addenbrooke, em Cambridge, e diz que o médico está satisfeito com o progresso. "Ele disse que minha pela está cicatrizando muito bem", conta. O designer passa atualmente pela fase de remissão, mas ciente de que o câncer pode voltar. No próximo mês, ele vai passar por outra operação para remover parte da pele de dentro da boca, o que fará com que tenha mais facilidade para comer e falar. 

Os cirurgiões também vão preencher um pouco mais de seu rosto usando gordura retirada do estômago e substituir os dentes temporários por implantes permanentes. Stephenson trabalhará na conscientização a respeito deste tipo de câncer nas instituições Cancer Research UK e Saving Faces, que lhe ajudaram durante o tratamento de três anos. "Eu não perdi apenas o maxilar e o olho, mas também minha renda, após o diagnóstico. 

Isso me deixou sem trabalho e não recebi benefícios", relata. "Precisamos lutar contra essa doença e angariar dinheiro para que as pesquisas se traduzam em tratamentos para pacientes rapidamente", conclui.

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